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Vale do Café: um passeio pela história do Brasil

O Vale do Café, localizado na região do Vale do Rio Paraíba do Sul, é um conjunto de 14 municípios localizados à 120 km da capital carioca. No século XIX, a região era responsável por cerca de 75% da produção de café nacional. O ciclo do café foi economicamente muito mais significativo do que o famoso Ciclo do Ouro. E esse fato trouxe para o Brasil um desenvolvimento econômico enorme. O dinheiro do café construiu ferrovias, iluminação pública e equipou todo o tipo de investimento em infraestrutura que o Brasil fez durante esse período, além dos verdadeiros “palácios rurais” que são as fazendas históricas construídas pelos nobres da região. Atualmente, o mercado cafeeiro já não existe mais por ali, mas a história luta para se manter viva e ganhar o título de polo turístico. Os solares imperiais da região, ainda hoje, são testemunho vivo da grandeza do Ciclo do Café com um estilo arquitetônico rural imponente e preservado. Os atuais proprietários das fazendas com apoio do Instituto Preservale, do Conciclo (Conselho de Turismo da Região do Vale do Café), do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional), e do Sebrae vêm unindo esforços para manter esse patrimônio histórico.  Municípios que compõem o Vale do café : Vassouras, Valença, Rio das Flores, Piraí, Engenheiro Paulo de Frontin, Paty do Alferes, Paracambi, Miguel Pereira, Mendes, Barra do Piraí, Pinheiral, Barra Mansa, Paraíba do Sul e Volta Redonda. Inclui no circuito ainda os distritos de Conservatória e Ipiabas pertencentes a Valença e Barra do Piraí, respectivamente.

Vassouras

A cidade está localizada bem no coração do Vale do Café. Durante a década de 1850, a cidade, em seu apogeu, ostenta o título de “maior produtora de café do mundo”, reconhecida como a “Princesinha do café”. Entre 1856 e 1859, a província do Rio de Janeiro produz 63.804.764 arrobas de café, enquanto as províncias de São Paulo e Minas Gerais, juntas, produzem apenas um quarto deste total. Constroem-se casarios, palacetes, hotéis (sempre repletos), joalherias, o teatro, etc., plenos de vida social intensa. Antes rústicos, os cafeicultores educam-se e socializam-se; suas fazendas são ora reformadas, ora ampliadas para atenderem às novas necessidades e para receberem hóspedes ilustres da Corte. Criam-se importantes estabelecimentos de ensino, que serão frequentados por alunos forasteiros. No centro histórico do município, a novidade é o Centro Cultural Cazuza, fundado pela mãe do cantor, Lucinha Araújo, escolhido por ser a casa onde nasceu. O passeio pelo centro da cidade também inclui visitas à Biblioteca Municipal Maurício Lacerda, instalada no antigo palacete do Barão de Itambé. E como não poderia faltar: a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, erguida em 1828, e que, poucos anos depois, ainda no século XVIII, ganhou a arquitetura neoclássica que podemos ver hoje. Propriedades rurais e hotéis reforçam as tradições imperiais.

Valença

Antigo território de índios Coroados, o nome da cidade é uma homenagem ao Vice-Rei de Portugal, Dom Fernando José, descendente dos nobres da cidade de Valença, em Portugal. Marquês de Valença ou simplesmente Valença, como popularmente a denominamos, assim como Vassouras, vivenciou um período muito próspero, no Século XIX, no qual surgiu uma nobreza muito rica, a partir dos lucros com o plantio de café na região. Da riqueza daquele tempo restaram os sobrados e várias fazendas históricas do ciclo do café abertas à visitação. Valença ainda possui diversas atrações voltadas para o turismo cultural. Em um passeio pelo centro da cidade é possível admirar o casario antigo transformado em museus e hotéis. Para os amantes da Natureza, Valença proporciona a prática do ecoturismo no Parque Natural Municipal do Açude, na Serra da Concórdia e na Serra dos Mascates. Pertencente ao município de Valença destaca-se o distrito de Conservatória, que conserva as características bucólicas de arraial, pacata e tranquila, cujos moradores de fala branda, afáveis e educados preservam seus costumes e se reúnem, vez por outra, para manter a tradição das festas juninas, da dança, da música, das quadrilhas, e das serestas que tornam seu pequeno vilarejo um polo de atração turística.

Rio das Flores

O Ciclo do Café chegou ao fim, mas deixou suas marcas no meio ambiente. Pensando em um projeto sustentável para a região, o casal Eli e Cilene Werneck começaram uma recuperação de 45% da área da Mata Atlântica na região. Além disso, investiram em outro patrimônio cultural brasileiro, a cachaça. A área da cana ocupa menos de 20% da propriedade, que não vive de monocultura. A Fazenda do Paraíso guarda preciosidades, entre eles, máquinas de café da época e uma alameda de palmeiras. Toda viagem tem a parada para compra de souvenir, e a essência da região é o incentivo ao mercado local com a parada obrigatória na Florart.

Barra do Piraí

Foi no auge da produção cafeeira da região, a partir de 1864, que a Estrada de Ferro D. Pedro II passou a ligar a região à cidade portuária do Rio de Janeiro facilitando o escoamento da produção de café de suas fazendas. Barra do Piraí passou a desenvolver-se como entreposto comercial, cujos armazéns de café recebiam o produto de várias cidades e dali embarcavam de trem até o Rio de Janeiro. As lembranças daquele tempo poderão ser contempladas nas fazendas históricas que não ficam distantes da cidade, que atraem adeptos do turismo rural, histórico e ecológico além do conforto dos hotéis-fazenda. Para momentos de lazer e diversão, o Distrito de Ipiabas reserva surpresas para todos os tipos de visitantes. Seja na gastronomia, artesanato, ecoturismo e até turismo de aventura. Vale a pena conhecer esse pedacinho de Barra do Piraí que tem fama de lugar de temperaturas agradáveis até mesmo no verão.

Piraí

Um pequeno povoado desenvolveu-se junto à capela de Sant’Anna do Piraí, erguida em 1772. A localidade progrediu rapidamente, atraindo colonos que buscavam terras férteis para seu cultivo. Por décadas, a exploração do café, que era fonte de riqueza, trouxe o desenvolvimento para o município. Páginas importantes do ciclo do café podem ser contadas em Piraí. Além disso, a cidade oferece diversas atrações aos turistas, desde sua fauna e flora, passando pelos locais históricos, o artesanato, seus eventos com forte viés cultural e sua gastronomia.

Paty do Alferes

Acredita-se que o nome Paty do Alferes venha da união do nome do posto militar de alferes (no Brasil, equivalente ao posto de segundo-tenente) ao vocábulo indígena dado a uma palmeira abundante na região – o pati – que começou a se delinear às margens do Caminho Novo. Antes da chegada do café o que se produzia em Pati era a cana-de-açúcar. A riqueza do Ciclo do Café é citada em antigos e importantes relatos de viajantes, cientistas e estudiosos que passaram por Paty do Alferes. Seguindo sua vocação agrícola, após o declínio do café Paty do Alferes mantém uma grande produção como o maior produtor de tomate do estado do Rio de Janeiro e o terceiro do Brasil. E a consagração desta produção agrícola local ocorre anualmente na semana do feriado de Corpus Christi com a realização da Festa do Tomate, quando o distrito de Avelar recebe um fluxo médio de 40 000 pessoas por dia. A fazenda Pau Grande já foi cenário de novela e o Museu da Cachaça, o primeiro do gênero do país, é parada obrigatória dos apreciadores da bebida.

Paraíba do Sul

Paraíba do Sul está intimamente ligada a história da Inconfidência. Possui na Vila de Sebolas, 3º distrito, os restos mortais de Tiradentes; que por determinação da sentença de morte, foram expostas em frente à Fazenda das Sebollas, local onde o inconfidente pregava a Independência do Brasil. O café também fez parte da história de Paraíba do Sul e alguns prédios, construídos na época do apogeu dos barões do ouro verde, ainda podem ser apreciados na cidade. Existem ainda muitas outras histórias envolvendo o município, aqui nasceram e morreram pessoas ligadas às grandes figuras históricas nas artes, na política e na literatura, como a primeira esposa de Villa Lobos por exemplo. Paraíba do Sul nos oferece uma ótima oportunidade para conhecermos parte de um passado grandioso de nosso país.

Miguel Pereira

Miguel Pereira, um lugar de clima ameno, devido à sua altitude, 618 metros em relação ao nível do mar, é cercado por colinas suaves, montanhas, cachoeiras e rios de águas cristalinas, fatores que favorecem o alto teor de oxigênio encontrado na região. O município ganhou sua emancipação em 1955, já que pertencia a Vassouras, mas sua história não é recente, sua evolução histórica acha-se ligada à expansão da cultura cafeeira da região do Vale do Café. Miguel Pereira é uma cidade serrana por excelência, e hoje, é considerada um dos melhores climas do mundo por ter sua temperatura média anual constante e chuvas bem distribuídas ao longo do ano. Recentemente, conquistou o título de Estância Climática. É um tradicional ponto de veraneio, com forte vocação para o turismo e possui colônias de férias de muitas categorias profissionais.

Mendes

A cidade de Mendes tem origem em um simples rancho para pouso de tropas, erguido às margens do “Caminho Novo do Tinguá”, em um atalho que ligava a aldeia de Valença com a cidade do Rio de Janeiro. O pequeno aglomerado, de temperatura agradável e solo fértil, começou lentamente a se desenvolver graças à constante circulação de tropeiros. Mendes é o menor município do Rio de Janeiro. Contudo, sua grandiosidade está no clima. Na década de 1950, a cidade foi classificada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) como o quarto melhor clima do mundo. A estação férrea da cidade revela parte do passado próspero da região e o Chorinho é o som predominante e cria um clima nostálgico junto as construções históricas.

Engenheiro Paulo de Frontin

Foi a partir de 1946 que a cidade recebeu a denominação de Engenheiro Paulo de Frontin em homenagem ao engenheiro André Augusto Paulo de Frontin, notável por ter resolvido, em apenas seis dias, o grave problema de abastecimento de água que afetava a cidade do Rio de Janeiro, em 1889. Seguindo o exemplo de outras cidades do Sul Fluminense, na primeira metade do Século XIX surgiram as diversas fazendas produtoras de café. Hoje, o maior potencial econômico da cidade é o turismo, pois ocupa uma região montanhosa de beleza magnífica. Há reservas de Mata Atlântica onde é possível visualizar animais silvestres em seu habitat natural, além de cachoeiras e lagos, o que rendeu a cidade, a partir de 1995, através de lei estadual, o cognome de “Cidade Verde”. O Pico do Lírio é famoso na cidade, pois nas noites de céu mais límpido, é possível ver o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro

Paracambi

A palavra Paracambi vem do Tupi-Guarani, e significa Macaco Pequeno. O município nasceu da união de dois distritos divididos politicamente pelo Rio dos Macacos: o 7.º de Vassouras, denominado Tairetá, e o 3.º de Itaguaí, denominado Paracamby. As duas vilas confundiam-se socialmente, e em 1960, o município foi emancipado através da forte militância de personalidades locais. Ainda como vila, Paracambi viu ser criada em 1867 a Cia. Têxtil Brasil Industrial, uma tecelagem que ocupava a região da Fazenda dos Macacos. A Mata Atlântica praticamente intocada, abriga cachoeiras, rios e trilhas que garantem a alegria dos amantes da natureza e de esportes radicais que visitam a cidade.

Barra Mansa

Barra Mansa teve o território desbravado em fins do século XVIII, formando-se o núcleo original às margens dos caminhos das tropas que demandavam o interior do país. Em 1832, o governo decretou a criação do município, com desmembramento de terras de Resende. Em 1857, a vila de Barra Mansa foi elevada à categoria de cidade. A exaustão dos solos mais férteis e a liberação do braço escravo provocaram o declínio da cafeicultura e o êxodo rural. A cultura do café cedeu lugar à pecuária de corte extensiva, evoluindo posteriormente para a produção leiteira. A cidade hoje, possui um forte e tradicional centro comercial, vital para a economia do município. Entre os principais monumentos do município estão: Fazenda da Posse, Prefeitura, Palácio Barão de Guapi, Parque Centenário e Ponte dos Arcos. Barra Mansa e Volta Redonda, juntas, exercem influência direta sobre grande parte da Região do Médio Paraíba, bem como sobre a porção meridional do Centro-Sul fluminense em função da implantação da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que desempenhou papel multiplicador na atividade industrial da região, com consequente aumento de serviços.

Volta Redonda

Até meados do século XVIII, a região era habitada pelos índios puris-coroados. A partir de então, começaram a chegar os seus primeiros ocupantes não índios, vindos de “Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova” (a atual cidade de Resende), a procura de ouro e pedras preciosas. Parte considerável de Volta Redonda pertencia as terras de Barra Mansa. Por volta de 1860, foi criado o primeiro núcleo urbano, chamado “Arraial de Santo Antônio da Volta Redonda”, no atual bairro histórico de Niterói. Em 1864, foi construída uma ponte de madeira sobre o Rio Paraíba do Sul, o que permitiu o escoamento da produção cafeeira das fazendas da margem direita do rio através do porto, que se localizava na margem esquerda. O porto permitia o comércio fluvial até a cidade de Barra do Piraí. As fazendas de café da região foram sendo gradualmente substituídas por fazendas de gado leiteiro quando do declínio da produção cafeeira após a abolição da escravatura em 1888. O Rio Paraíba do Sul, que corta Volta Redonda pelo meio, no sentido sudoeste-leste, a área urbana do Município fica situada às suas margens, em uma planície circundada por colinas. Conhecida como a “Cidade do Aço”, em função da presença da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), é tida hoje como a de melhor qualidade de vida no interior do estado do Rio, segundo pesquisa feita pela Universidade Federal Fluminense. Dentre vários pontos turísticos destacam-se o Zoológico Municipal, que conta com uma área de 150 mil metros quadrados, a Fazenda Santa Cecília do Ingá que é a maior área verde da cidade, o Morro Bela Vista, situado em bairro residencial do Bela Vista, possui 435 metros de altitude, oferecendo vista parcial da Usina Presidente Vargas e de grande parte da área do município; entre muitas outras opções.

Pinheiral

As terras, onde hoje está localizado a cidade de Pinheiral, tiveram como primeiros habitantes, os índios da tribo dos “Coroados”, que até o século XIX, se confrontavam com os primeiros desbravadores brancos. Em 1851 foi construída a Fazenda São José do Pinheiro, propriedade do Barão de Piraí, José Gonçalves de Moraes, que a deixou como herança a seu genro José Joaquim de Souza Breves por testamento. A Fazenda São José do Pinheiro, foi uma das mais suntuosas e prósperas Fazendas de Café do Vale do Paraíba Fluminense. Não era uma simples habitação da roça, mas um palácio elegante e suntuoso como qualquer palacete da Corte. Erguida na colina cercada de montanhas, voltada para águas do Rio Paraíba do Sul. O Comendador Breves era cunhado e genro do Barão de Piraí e irmão de Joaquim José de Souza Breves, o “Rei do Café”, que foram grandes produtores de café do país, donos de milhares de escravos, navios, ilhas, fazendas, sítios, prédios, chácaras na Corte e um teatro, onde se apresentou o grande ator português, João Caetano. A cidade de Pinheiral se emancipou de Piraí em 1995, deixando de ser município para se tornar cidade. O aniversário da cidade é comemorado dia 13 de junho. No patrimônio da cidade, destaca-se a Estação Ferroviária, construída em 1870, que conserva as características neoclássicas originais, e abriga atualmente a Biblioteca Municipal Aurelino Barbosa. Não se pode esquecer, no entanto, do casarão, sede da fazenda que deu origem à cidade. Atualmente encontra-se em ruínas e, ao seu redor, estão as instalações do atual Instituto de Educação Tecnologia – Campus Nilo Peçanha.

Em nenhum lugar do mundo você encontrará tantas cidades históricas, fascinantes, diferentes e tão próximas umas das outras. É assim no Vale do Café, um roteiro obrigatório para vivenciar um pouco da nossa história.

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